Crescendo Juntos

Centro Educacional da Fundação Salvador Arena

A Existência de Valores Morais

Desde as eras mais antigas, os seres humanos organizavam-se em grupos sociais (que naquele período eram chamados de tribos) e para neles conseguirem conviver, criaram um complexo conjunto de princípios que se constituiu na moral, elemento indispensável para se identificar o que deve e o que não deve ser feito, o que é permitido para a boa convivência entre as pessoas e o que é proibido. Assim surgiram as normas que, com o passar dos anos, foram evoluindo, estando presentes em estatutos, códigos civil e penal, e nas leis supremas e fundamentais de um Estado, as constituições. Entretanto, podemos notar que regras básicas, como o direito à vida, a proibição da escravidão e a tortura, já são adotadas e óbvias em qualquer país. A meu ver, isso ocorre justamente porque há valores objetivos e fatos morais consagrados independentemente das diversas opiniões sobre eles, tanto as individuais quanto as coletivas.

Por definição, um fato moral é uma norma verdadeira a qual dita o que devemos, ou não, fazer. Esta ideia surgiu a partir de um pensamento filosófico denominado “realismo moral”; além disso, ela faz parte de uma ordem universal, em outras palavras, vale para todos os tempos, independendo de culturas, religiões, gêneros sociais ou origens. Diferentemente das leis físicas, os conceitos morais são acessíveis a todos e se aplicam a todos nós quando orientamos nosso livre arbítrio para obedecermos a seus preceitos (princípio alemão denominado seelenführung).

Os fatores morais podem ser encontrados, por exemplo, na relação entre um médico e seu paciente. O dever do médico (aconselhar e preservar a vida) é baseado no quinto dos dez mandamentos da teologia judaico-cristã: “não matarás”. Há também movimentos sociais e lutas identitárias que buscam justiça utilizando o argumento de que o objetivo final é a superação de identidades que desumanizam, em favor de valores universais. Em síntese, os argumentos e evidências apresentados neste texto mostram que há uma obviedade confirmada por valores objetivos e morais e que algumas normas, de certa forma, podem ser consideradas subjetivas ou exclusivas para um determinado grupo social. As pessoas não inventam fatos; elas apenas os descrevem, e quando os valores humanos são ignorados, as sociedades tendem a seguir o caminho do caos e consequentemente da sua autodestruição. Felizmente, a maioria das pessoas que vivem ao nosso redor têm capacidade de entender conceitos como liberdade, dignidade, respeito e bondade.

• Aluno: Gustavo Gorgulho Reis
• Curso/Ciclo: Engenharia de Computação
• Orientador: Fernando Pachi e Marcones Cleber Brito da Silva
• Referências: “Tema da dissertação – N1” (Moodle), Ética para Tempos Sombrios (Markus Gabriel)

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