{"id":992,"date":"2020-08-06T13:29:03","date_gmt":"2020-08-06T16:29:03","guid":{"rendered":"http:\/\/webapp388536.ip-198-58-123-167.cloudezapp.io\/crescendojuntos\/?p=992"},"modified":"2020-08-07T13:32:13","modified_gmt":"2020-08-07T16:32:13","slug":"tecnicas-de-redacao-parte-iv-linguagem-e-metodologia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/tecnicas-de-redacao-parte-iv-linguagem-e-metodologia-2\/","title":{"rendered":"T\u00e9cnicas de Reda\u00e7\u00e3o \u2013 Parte IV: Linguagem e Metodologia"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 vimos, nos textos anteriores de nosso blog, no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas e indispens\u00e1veis a todos que desejam desenvolver a capacidade de escrever bem. Neste artigo, destacaremos os aspectos essenciais referentes \u00e0 linguagem e \u00e0 metodologia a serem aplicados \u00e0 nossa pr\u00e1tica de escrita. Esses dois conceitos s\u00e3o de especial relev\u00e2ncia para quem deseja dominar as t\u00e9cnicas de reda\u00e7\u00e3o. Vale a pena, portanto, nos determos na sua compreens\u00e3o. Iniciemos pelo termo <em>linguagem<\/em>.<\/p>\n<p>S\u00e3o in\u00fameras as defini\u00e7\u00f5es desse importante conceito, elaboradas por gram\u00e1ticos, linguistas, fil\u00f3logos e estudiosos dos processos de comunica\u00e7\u00e3o, com maior ou menor grau de complexidade. No entanto, neste nosso projeto, que tem por objetivo simplificar ao m\u00e1ximo as ideias para facilitar o ato de escrever, basta-nos uma explica\u00e7\u00e3o simples e b\u00e1sica: linguagem \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de signos &#8211; sonoros, gr\u00e1ficos, gestuais, el\u00e9tricos, luminosos etc., com o objetivo de transmitir e expressar mensagens, comandos, informa\u00e7\u00f5es, ideias, fatos, sentimentos, dados, ou qualquer outro tipo de comunica\u00e7\u00e3o. Assim, podemos falar em linguagem humana, linguagem dos surdos-mudos, linguagem de programa\u00e7\u00e3o, linguagem matem\u00e1tica, linguagem musical etc.<\/p>\n<p>Para o nosso estudo, utilizaremos o termo na sua acep\u00e7\u00e3o mais gen\u00e9rica, importando-nos particularmente a distin\u00e7\u00e3o entre linguagem falada e linguagem escrita, sobre a qual trataremos logo a seguir. Outro conceito, bem pr\u00f3ximo ao anterior, que precisamos conhecer com clareza \u00e9 o que se refere \u00e0 <em>terminologia<\/em>. Podemos definir terminologia como o conjunto dos termos pr\u00f3prios, que transmitem ideias precisas, relativas ao conte\u00fado da ci\u00eancia, da arte, de uma \u00e1rea de conhecimento ou atividade humana.<\/p>\n<p>A terminologia pode ser de dois tipos: 1) <em>espec\u00edfica<\/em>, representada por termos exclusivos de uma \u00e1rea de conhecimento. Exemplos: bissetriz, hemoglobina, mais-valia, ventos al\u00edsios, bite, p\u00eanalti, superego, bemol, sujeito indeterminado etc.; 2) <em>geral<\/em>, que abrange termos do vocabul\u00e1rio comum que cumprem, em determinada situa\u00e7\u00e3o, uma fun\u00e7\u00e3o terminol\u00f3gica espec\u00edfica. Exemplos: base (Eletr\u00f4nica, Geometria, Economia, Qu\u00edmica, m\u00fasica, topografia etc.); campo (Geografia, F\u00edsica, Arquitetura, esportes, pintura); linha (Geometria, desenho, Pedagogia); ponto (Matem\u00e1tica, Gram\u00e1tica, Geometria, F\u00edsica, Qu\u00edmica) etc.<\/p>\n<p>Uma vez definidos esses dois termos, podemos passar para a diferencia\u00e7\u00e3o entre linguagem falada e linguagem escrita, de suma import\u00e2ncia para nosso estudo. Um fato dos mais relevantes que devemos ter em mente antes de redigir qualquer texto \u00e9 que a escrita s\u00f3 surgiu muito tempo depois da fala e constitui uma <strong>tentativa<\/strong> de reproduzi-la. Por mais fiel que seja e por mais que tente reproduzir a conversa\u00e7\u00e3o viva, o texto escrito jamais ser\u00e1 capaz de representar a infinidade de nuan\u00e7as de sentido, nem as informa\u00e7\u00f5es suplementares dos gestos e express\u00f5es que tanto enriquecem a linguagem falada.<\/p>\n<p>Em vista disso, n\u00e3o devemos pensar em escrever do mesmo modo que falamos. Uma coisa \u00e9 conversar com uma pessoa que est\u00e1 \u00e0 nossa frente e que, com um simples movimento dos olhos ou do corpo, mant\u00e9m o di\u00e1logo e lhe d\u00e1 continuidade; outra, bem diferente, \u00e9 tentar gravar no papel as ideias e sentimentos que desejamos transmitir. A grande vantagem do texto escrito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linguagem falada \u00e9 a sua perenidade, ou seja, tudo aquilo que escrevemos fica documentado, registrado permanentemente, ao passo que aquilo que dizemos fica registrado apenas na mem\u00f3ria dos ouvintes.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo cap\u00edtulo, daremos continuidade a essa importante diferencia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Colabora\u00e7\u00e3o: S\u00e9rgio Martins (ex-professor do CEFSA e atual colaborador do Setor de Comunica\u00e7\u00e3o nos servi\u00e7os de revis\u00e3o de textos)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 vimos, nos textos anteriores de nosso blog, no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas e indispens\u00e1veis a todos que desejam desenvolver a capacidade de escrever bem. 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