{"id":741,"date":"2019-12-11T09:57:09","date_gmt":"2019-12-11T12:57:09","guid":{"rendered":"http:\/\/webapp388536.ip-198-58-123-167.cloudezapp.io\/crescendojuntos\/?p=741"},"modified":"2019-12-11T09:57:09","modified_gmt":"2019-12-11T12:57:09","slug":"indicacao-de-obras-distopia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/indicacao-de-obras-distopia\/","title":{"rendered":"Indica\u00e7\u00e3o de Obras: Distopia"},"content":{"rendered":"<p>Aviso de inc\u00eandio: esse \u00e9 o car\u00e1ter fundamental da distopia.<\/p>\n<p>Ainda que possam ser confundidas com hist\u00f3rias de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, as distopias t\u00eam algo de espec\u00edfico: n\u00e3o s\u00e3o apenas proje\u00e7\u00f5es criativas do futuro, mas um diagn\u00f3stico do presente e daquilo que, a partir da situa\u00e7\u00e3o atual, pode vir a ser. S\u00e3o, portanto, menos fantasias e mais especula\u00e7\u00f5es sobre os poss\u00edveis desdobramentos das nossas pr\u00e1ticas, pol\u00edticas e cren\u00e7as atuais.<\/p>\n<p>Por que ler distopias?<\/p>\n<p>As distopias, embora possam parecer absurdas \u00e0 primeira vista, acabam nos for\u00e7ando a olhar para o presente de modo mais cr\u00edtico, anal\u00edtico. Afinal, \u00e9 muito comum que vivamos nosso cotidiano de modo automatizado.<\/p>\n<p><em>\u201cEra assim que viv\u00edamos ent\u00e3o? Mas viv\u00edamos como de costume. Todo mundo vive, a maior parte do tempo. Qualquer coisa que esteja acontecendo \u00e9 de costume. Mesmo isto \u00e9 de costume agora. Viv\u00edamos, como de costume, por ignorar. Ignorar n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que ignor\u00e2ncia, voc\u00ea tem de se esfor\u00e7ar para faz\u00ea-lo. Nada muda instantaneamente: numa banheira que se aquece gradualmente voc\u00ea seria fervida at\u00e9 a morte antes de se dar conta. \u201d<\/em><\/p>\n<p>O conto da Aia, Margareth Atwood<\/p>\n<p>Antonio C\u00e2ndido afirma que n\u00e3o existe melhor maneira de chamar a aten\u00e7\u00e3o para uma situa\u00e7\u00e3o do que exagerar em sua descri\u00e7\u00e3o e consequ\u00eancias, e as narrativas dist\u00f3picas s\u00e3o, de forma simplificada, hist\u00f3rias que potencializam um perigo real, \u00e0s vezes quase impercept\u00edvel; bandeiras vermelhas nos lembrando que \u00e9 preciso estarmos alerta, porque o horror n\u00e3o pede licen\u00e7a, e nem sempre se anuncia.<\/p>\n<p>Outro ponto recorrente nas distopias \u00e9 o totalitarismo do Estado e seu estabelecimento como decorr\u00eancia de uma tentativa de aperfei\u00e7oamento da sociedade e do sistema pol\u00edtico, ainda que a boa inten\u00e7\u00e3o possa, e muitas vezes pare\u00e7a, se limitar ao discurso. Assim, essas hist\u00f3rias nos mostram que nada \u00e9 t\u00e3o simples, bem e mal n\u00e3o se distinguem t\u00e3o facilmente, solu\u00e7\u00f5es instant\u00e2neas podem ser perigosas e nossa capacidade de olhar criticamente para o passado, o presente e o futuro pode e deve ser exercitada.<\/p>\n<p><strong>INDICA\u00c7\u00d5ES <\/strong><\/p>\n<p>\u2022 1984 \u2013 George Orwell<br \/>\n\u2022 Admir\u00e1vel Mundo Novo \u2013 Aldous Huxley<br \/>\n\u2022 Divergente \u2013 Veronica Roth<br \/>\n\u2022 O doador de mem\u00f3rias \u2013 Lois Lowry<br \/>\n\u2022 Fahrenheit 451 \u2013 Ray Bradbury<br \/>\n\u2022 Jogos Vorazes \u2013 Suzanne Collins<br \/>\n\u2022 A M\u00e1quina do Tempo \u2013 H.G. Wells<br \/>\n\u2022 N\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum \u2013 Ign\u00e1cio de Loyola Brand\u00e3o<br \/>\n\u2022 Neuromancer \u2013 William Gibson<\/p>\n<p><strong><em>Cintia da Silva Yamanaka (Colaboradora do CDMR)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aviso de inc\u00eandio: esse \u00e9 o car\u00e1ter fundamental da distopia. 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