{"id":1084,"date":"2020-12-14T15:44:07","date_gmt":"2020-12-14T18:44:07","guid":{"rendered":"http:\/\/webapp388536.ip-198-58-123-167.cloudezapp.io\/crescendojuntos\/?p=1084"},"modified":"2020-12-14T15:45:06","modified_gmt":"2020-12-14T18:45:06","slug":"desvendando-a-gramatica-parte-xii-colocacao-pronominal-proclise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/desvendando-a-gramatica-parte-xii-colocacao-pronominal-proclise\/","title":{"rendered":"Desvendando a Gram\u00e1tica \u2013 Parte XII: Coloca\u00e7\u00e3o pronominal \u2013 Pr\u00f3clise"},"content":{"rendered":"<p>Dando prosseguimento \u00e0 nossa proposta, entramos agora num outro tema que sempre gera d\u00favidas a quem escreve: a coloca\u00e7\u00e3o pronominal. Como j\u00e1 apontamos anteriormente, existe uma diferen\u00e7a de tratamento entre a norma culta (por exemplo: <em>D\u00ea-me um chocolate.<\/em>) e a fala popular (por exemplo: <em>Me d\u00e1 um chocolate.<\/em>). Vamos tentar descortinar, da forma mais simples e clara poss\u00edvel, o que a Gram\u00e1tica estipula sobre esse assunto.<\/p>\n<p>Todos os pronomes obl\u00edquos \u00e1tonos (<em>me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, os, as, lhes<\/em>) podem ocupar tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao verbo: a pr\u00f3clise (antes do verbo). Exemplo: \u201cEle <strong><u>me<\/u><\/strong> pagou a d\u00edvida.\u201d A mes\u00f3clise (no meio do verbo). Exemplo: \u201cEle pagar-<strong><u>me<\/u><\/strong>-\u00e1 a d\u00edvida\u201d. E a \u00eanclise (depois do verbo). Exemplo: \u201cEle pagou-<strong><u>me<\/u><\/strong> a d\u00edvida.\u201d<\/p>\n<p>Neste cap\u00edtulo, vamos nos ater \u00e0 pr\u00f3clise. Segundo as regras gramaticais, ela deve ser usada sempre que houver uma palavra atrativa que justifique o adiantamento do pronome em rela\u00e7\u00e3o ao verbo. Eis os casos em que a pr\u00f3clise deve ocorrer:<\/p>\n<ol>\n<li>Em ora\u00e7\u00f5es que contenham uma palavra ou express\u00e3o de valor negativo (<em>n\u00e3o, nunca, nada, ningu\u00e9m<\/em> ). Exemplos: \u201cNingu\u00e9m <strong><u>se<\/u> <\/strong>apaixona de prop\u00f3sito.\u201d \u201cN\u00e3o <strong><u>nos<\/u><\/strong> iludamos com as promessas do governo.\u201d \u201cJurema nunca <strong><u>lhe<\/u><\/strong> contou a verdade.\u201d \u201cPapai nada <strong><u>me<\/u><\/strong> disse sobre esse assunto.\u201d<\/li>\n<li>Nas ora\u00e7\u00f5es em que haja adv\u00e9rbios. Exemplos: \u201cAquele sonho jamais <strong><u>se<\/u><\/strong>\u201d \u201cOntem <strong>te <\/strong>viram num prost\u00edbulo.\u201d \u201cAqui <strong><u>se<\/u><\/strong> faz, aqui <strong><u>se<\/u><\/strong> paga.\u201d<\/li>\n<li>Quando vem ap\u00f3s pronomes indefinidos (<em>algu\u00e9m, todos, poucos etc.<\/em>). Exemplos: \u201cAlgu\u00e9m <strong><u>me<\/u><\/strong> disse que tu andas feliz.\u201d \u201cPoucos <strong><u>nos<\/u><\/strong> estendem as m\u00e3os nas horas dif\u00edceis.\u201d \u201cTodos <strong><u>se<\/u><\/strong> encantaram com a paisagem.\u201d<\/li>\n<li>Nas ora\u00e7\u00f5es iniciadas por pronomes e adv\u00e9rbios interrogativos (<em>quem, qual, que, quando etc.<\/em>) Exemplos: \u201cQuem ir\u00e1 <strong><u>me<\/u><\/strong> amparar no futuro?\u201d \u201cQuando <strong><u>nos<\/u><\/strong> convidaram para ir ao casamento?\u201d \u201cQual momento <strong><u>te<\/u><\/strong> fez mais feliz?\u201d<\/li>\n<li>Quando houver um pronome relativo (<em>que, qual, onde etc<\/em>.) antes do verbo. Exemplos: \u201cEis o local onde <strong><u>nos<\/u><\/strong>\u201d \u201cH\u00e1 quest\u00f5es nesse processo que <strong><u>me<\/u><\/strong> dizem respeito.\u201d \u201cEla \u00e9 a pessoa de quem <strong><u>lhe<\/u><\/strong> falei.\u201d<\/li>\n<li>Ap\u00f3s frases exclamativas ou optativas (<em>que exprimem desejo<\/em>). Exemplos: \u201cComo <strong><u>nos<\/u><\/strong> alegram essas crian\u00e7as!\u201d \u201cComo <strong><u>me<\/u><\/strong> maltrataram naquela casa!\u201d \u201cDeus <strong><u>te<\/u><\/strong> aben\u00e7oe!\u201d<\/li>\n<li>Ap\u00f3s conjun\u00e7\u00f5es subordinativas (<em>embora, se, conforme, logo, porque etc.<\/em>). Exemplos: \u201cEmbora <strong><u>me<\/u><\/strong> agrade, n\u00e3o poderei aceitar a proposta.\u201d \u201cConforme <strong><u>lhe<\/u><\/strong> disse, a vaga j\u00e1 foi preenchida.\u201d \u201cVou ficar irritado se voc\u00ea <strong><u>me<\/u><\/strong>\u201d \u201cEles j\u00e1 disseram que <strong><u>se<\/u><\/strong> comprometeram a pagar a d\u00edvida.\u201d<\/li>\n<li>Ap\u00f3s pronomes demonstrativos (<em>este, esse, aquele, aquilo, essa, esta, aquela etc.<\/em>). Exemplos: \u201cIsso <strong><u>o <\/u><\/strong>animou muito.\u201d \u201cAquilo <strong><u>me<\/u><\/strong> deixou muito triste.\u201d \u201cAquele mestre <strong><u>lhe<\/u><\/strong> ensinou tudo o que sabia.\u201d<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pr\u00f3clise n\u00e3o deve ser usada nas seguintes situa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ol>\n<li>No in\u00edcio das ora\u00e7\u00f5es. Exemplos: \u201cDiga-<strong><u>me<\/u><\/strong> seu nome.\u201d \u201cContaram-<strong><u>lhe<\/u><\/strong> uma falsa hist\u00f3ria.\u201d<\/li>\n<li>Nas ora\u00e7\u00f5es imperativas afirmativas. Exemplos: \u201cSente-<strong><u>se<\/u><\/strong> agora e coma.\u201d \u201cFa\u00e7a-<strong><u>me<\/u><\/strong> o favor de sair daqui.\u201d \u201cOrdenei<strong>&#8211;<u>te<\/u><\/strong> a seguir as regras deste estabelecimento.\u201d<\/li>\n<li>Em ora\u00e7\u00f5es reduzidas de ger\u00fandio e de infinitivo. Exemplos: \u201cSorriu, sentindo-<strong><u>se<\/u><\/strong>\u201d \u201cConv\u00e9m dar-<strong><u>me<\/u><\/strong> uma resposta agora.\u201d<\/li>\n<\/ol>\n<p>Quando n\u00e3o existir uma palavra atrativa que obrigue ao adiantamento do pronome, o uso da pr\u00f3clise pode ser facultativo. Exemplos: O diretor <strong><u>me<\/u><\/strong> ligou ontem. O diretor ligou<strong><u>-me<\/u><\/strong> ontem. Mariana <strong><u>se<\/u><\/strong> esqueceu do encontro. Mariana esqueceu-<strong><u>se<\/u><\/strong> do encontro. O bandido escondeu-<strong><u>se<\/u><\/strong> na mata. O bandido <strong><u>se<\/u><\/strong> escondeu na mata.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo artigo, trataremos da mes\u00f3clise e da \u00eanclise.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Colabora\u00e7\u00e3o: S\u00e9rgio Martins (ex-professor do CEFSA e atual colaborador do Setor de Comunica\u00e7\u00e3o nos servi\u00e7os de <\/em><em>revis\u00e3o de textos)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dando prosseguimento \u00e0 nossa proposta, entramos agora num outro tema que sempre gera d\u00favidas a quem escreve: a coloca\u00e7\u00e3o pronominal. Como j\u00e1 apontamos anteriormente, existe uma diferen\u00e7a de tratamento entre a norma culta (por exemplo: D\u00ea-me um chocolate.) e a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":906,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-1084","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1084","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1084"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1084\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/906"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1084"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1084"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}