{"id":1004,"date":"2020-08-20T08:00:00","date_gmt":"2020-08-20T11:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/webapp388536.ip-198-58-123-167.cloudezapp.io\/crescendojuntos\/?p=1004"},"modified":"2020-08-14T09:17:53","modified_gmt":"2020-08-14T12:17:53","slug":"tecnicas-de-redacao-parte-v-linguagem-falada-e-linguagem-escrita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/tecnicas-de-redacao-parte-v-linguagem-falada-e-linguagem-escrita\/","title":{"rendered":"T\u00e9cnicas de Reda\u00e7\u00e3o \u2013 Parte V \u2013 Linguagem Falada e Linguagem Escrita"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"http:\/\/webapp388536.ip-198-58-123-167.cloudezapp.io\/crescendojuntos\/tecnicas-de-redacao-parte-iv-linguagem-e-metodologia-2\/\">No texto anterior<\/a><\/strong>, tratamos de dois aspectos de suma import\u00e2ncia quando o assunto \u00e9 escrever bem: a linguagem e a metodologia. Encerramos o artigo definindo as b\u00e1sicas diferen\u00e7as entre a linguagem falada, geralmente descontra\u00edda e informal, e a linguagem escrita, de modo geral, circunscritas a regras gramaticais e com car\u00e1ter formal.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 hav\u00edamos enfatizado, a grande vantagem do texto escrito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linguagem falada \u00e9 a sua perenidade, ou seja, tudo aquilo que escrevemos fica documentado, registrado permanentemente, ao passo que aquilo que dizemos fica registrado apenas na mem\u00f3ria dos ouvintes.<\/p>\n<p>Por esse motivo, devemos tomar todo o cuidado para escrever sempre de forma absolutamente correta, quer se trate de um livro, uma tese, um relat\u00f3rio, uma carta ou um simples bilhete. Aquilo que escrevemos vai ser sempre um retrato de nosso conhecimento sobre um determinado assunto, de nossas ideias e opini\u00f5es, de nosso n\u00edvel cultural e at\u00e9 mesmo&#8230; de nossa personalidade! Portanto, escrever \u00e9 algo muito s\u00e9rio.<\/p>\n<p>Outra recomenda\u00e7\u00e3o importante \u00e9 s\u00f3 escrevermos sobre um assunto do qual temos pleno conhecimento. Aqui reside, muitas vezes, o problema maior de quem vai redigir um texto e que pode comprometer desastrosamente o resultado final: n\u00e3o ter as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para desenvolver satisfatoriamente o tema. Em muitos casos, as dificuldades n\u00e3o s\u00e3o propriamente de falta de t\u00e9cnica ou de pr\u00e1tica no ato de escrever, mas de desconhecimento do assunto.<\/p>\n<p>Por exemplo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel escrever sobre polui\u00e7\u00e3o ou sobre t\u00f3xicos se n\u00e3o tivermos certo grau de conhecimento desses temas para estabelecermos prioridades, dividirmos os itens, distinguirmos o que \u00e9 relevante do que \u00e9 secund\u00e1rio, citarmos exemplos e assim por diante. Por conseguinte, antes de iniciar seu texto, n\u00e3o deixe de fazer esta pergunta para si mesmo: \u201cEu conhe\u00e7o o suficiente sobre o assunto sobre o qual pretendo redigir? Tenho condi\u00e7\u00f5es de escrever sobre ele?\u201d<\/p>\n<p>Finalmente, n\u00e3o podemos nos esquecer das diferen\u00e7as entre o texto liter\u00e1rio e o t\u00e9cnico. Embora essa distin\u00e7\u00e3o, \u00e0 primeira vista, pare\u00e7a simples e at\u00e9 \u00f3bvia, muitas pessoas comprometem seriamente seus textos ao utilizarem indistintamente os recursos de um ou de outro tipo de reda\u00e7\u00e3o. Basicamente, a principal diferen\u00e7a \u00e9 que o texto liter\u00e1rio \u00e9 essencialmente <em>subjetivo<\/em>. Ou seja, o autor lan\u00e7a m\u00e3o de palavras com dois ou mais sentidos (conota\u00e7\u00e3o); exprime livremente suas opini\u00f5es, sentimentos e sensa\u00e7\u00f5es; utiliza-se de recursos estil\u00edsticos, tais como as figuras de linguagem (a met\u00e1fora, por exemplo!), a adjetiva\u00e7\u00e3o, a voz passiva, a repeti\u00e7\u00e3o de palavras e imagens; d\u00e1 pouca ou nenhuma aten\u00e7\u00e3o \u00e0 precis\u00e3o e \u00e0 coer\u00eancia, fazendo uso, inclusive, da ambiguidade; enfim, preocupa-se principalmente com a <strong>forma<\/strong>. Exemplo disso s\u00e3o os romances, contos, poemas, cr\u00f4nicas e todos os tipos de textos pessoais, informais, em suma, subjetivos.<\/p>\n<p>J\u00e1 no texto t\u00e9cnico tais recursos n\u00e3o podem ser usados em hip\u00f3tese alguma. Pelo contr\u00e1rio, deve-se usar palavras que n\u00e3o tenham sentido duplo ou d\u00fabio (denota\u00e7\u00e3o); jamais basear-se em opini\u00f5es, e sim, em fatos, gr\u00e1ficos, dados, an\u00e1lises cient\u00edficas e informa\u00e7\u00f5es comprovadas; o texto tem de ter coer\u00eancia e precis\u00e3o, ser conciso e objetivo. Em outras palavras, deve estar voltado para o <strong>conte\u00fado<\/strong>. Como exemplo, podemos citar os relat\u00f3rios, as teses, os trabalhos de conclus\u00e3o de curso, as reportagens, os textos jur\u00eddicos, os livros t\u00e9cnicos etc.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Colabora\u00e7\u00e3o: S\u00e9rgio Martins (ex-professor do CEFSA e atual colaborador do Setor de Comunica\u00e7\u00e3o nos servi\u00e7os de revis\u00e3o de textos)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No texto anterior, tratamos de dois aspectos de suma import\u00e2ncia quando o assunto \u00e9 escrever bem: a linguagem e a metodologia. Encerramos o artigo definindo as b\u00e1sicas diferen\u00e7as entre a linguagem falada, geralmente descontra\u00edda e informal, e a linguagem escrita,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":932,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-1004","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1004"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1004\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cefsa.org.br\/crescendojuntos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}